El presente artículo analiza los desafíos jurídicos y bioéticos derivados de la reproducción asistida post mortem y sus efectos en el Derecho de Sucesiones. A partir de las normativas del Consejo Federal de Medicina (CFM) de Brasil y la doctrina comparada latinoamericana, se investiga la tensión entre la autonomía de la voluntad del de cujus y la protección de la legítima. El objetivo es determinar los criterios de validez del consentimiento informado como instrumento de planificación sucesoria. La metodología empleada es cualitativa, de tipo documental-bibliográfico, con análisis de contenido de resoluciones normativas, jurisprudencia y literatura especializada en bioética y derecho de familia. Se utilizó inteligencia artificial (ChatGPT-4) como herramienta auxiliar para la organización del corpus documental y la verificación terminológica en el ámbito del derecho comparado, bajo supervisión crítica del autor. Los resultados indican que la ausencia de legislación específica genera inseguridad jurídica, afectando tanto a la legítima de los herederos forzosos como al ejercicio de la autonomía reproductiva. Se concluye que el consentimiento informado, debidamente formalizado, puede funcionar como un instrumento eficaz de planificación sucesoria, siempre que se establezcan límites claros para garantizar la seguridad jurídica de las relaciones patrimoniales.
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